Saiba como realizar pagamentos no estrangeiro de forma segura

No momento de efetuar pagamentos no estrangeiro, é crucial conhecer a melhor forma para os efetuar em segurança. Quer se vá de férias ou em trabalho, qualquer viagem que se faça para fora do nosso país implica custos e níveis diferentes de segurança, consoante o destino e método de pagamento.

Neste artigo pretendemos esclarecer as opções mais seguras e económicas para efetuar pagamentos em três zonas distintas: Zona Euro, União Europeia e resto do Mundo. Em qualquer circunstância devemos estar preparados para pagar taxas e comissões, assim como ter alguns riscos. É o caso de uma situação de fraude ou phishing ao utilizar cartões de crédito ou débito. Em contrapartida, se recorrer a dinheiro vivo há uma maior probabilidade de ser assaltado ou perder dinheiro.

Na realidade, não existem soluções perfeitas ou com total isenção de risco. Além disso, a opção mais cara é habitualmente aquela que nos oferece maior segurança. A decisão sobre que meio de pagamento adotar deverá estar diretamente relacionada com o lugar onde estamos, e o risco e custo que estamos dispostos a aceitar para esse mesmo pagamento.

Para ajudar a perceber as diferenças, vamos listar todas as opções que temos à nossa disposição e perceber quais as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Dentro da Zona Euro

Para viagens dentro da Zona Euro devemos, preferencialmente, usar os cartões de débito ou crédito, como forma preferencial de pagamento. A sua utilização do cartão, por si só, é gratuita, tal como fazemos em Portugal. Sendo a moeda igual em todos os países deste espaço económico, não se coloca a questão das taxas de câmbio, sendo esta a forma mais segura, até porque existem seguros associados a compras com estes cartões, que nos protegem de uma possível utilização fraudulenta.

Os cartões de débito ou crédito são cómodos e, regra geral, aceites em todo o mundo, daí serem considerados a melhor e mais segura forma de pagar as compras no estrangeiro.

Restantes países da União Europeia

Para viagens a países dentro da União Europeia que não pertençam à Zona Euro, o recomendado é pagarmos as nossas compras apenas com o cartão de débito. As comissões dos pagamentos com cartão de débito são inferiores às dos levantamentos ou de pagamentos a crédito. O cartão de débito mantém, na maioria das vezes, os seguros associados que nos protegem de possível utilização fraudulenta. No entanto, deverá sempre confirmar com o seu banco antes de viajar.

Optar por utilizar dinheiro vivo poderá ser também uma boa opção, mas depende do valor do câmbio. É importante ter em consideração que se perde dinheiro sempre que se faz câmbio de euros para outra moeda, devido às taxas associadas à operação. No entanto, será sempre uma boa opção usar dinheiro vivo na moeda local. Levar dinheiro para uma viagem tem a desvantagem de ser uma opção menos segura ou, pelo menos, mais propícia ao risco de roubo.

Dentro da União Europeia, os pagamentos efetuados com cartões estão abrangidos pelo princípio da igualdade de encargos. Isto significa que os bancos não devem cobrar comissões mais elevadas do que as que cobrariam por uma transação nacional. Nos países da União Europeia que não adotaram o Euro, a igualdade de encargos apenas se aplica se a transação for feita em euros.

Resto do Mundo

Se viajarmos para outro continente, devemos evitar ao máximo levantar dinheiro localmente porque as comissões são altas e estão sujeitas a uma taxa fixa, à qual acresce uma comissão variável e respetivos impostos. O ideal será levarmos algum dinheiro, na moeda do país de destino. Contudo, sempre que tivermos de ter dinheiro vivo devemos trocá-lo previamente no nosso banco ou nas casas de cambio, de forma a ser mais seguro. Devemos, se possível, ter pouco dinheiro disponível na carteira e dividi-lo, em montantes menores, em diferentes locais. Também é uma possibilidade ter dólares norte-americanos que são aceites em praticamente todos os países do mundo.

Assim sendo, a forma mais segura de efetuar pagamentos no estrangeiro será sempre através da utilização de cartões de crédito, até porque na maioria das vezes estes estão associados a seguros que nos protegem de possíveis utilizações fraudulentas. No entanto, devemos ter em atenção as comissões que são cobradas por levantar dinheiro ou realizar pagamentos com este método de pagamento. Estes custos oscilam consoante a instituição financeira e o tipo de cartão – cartão de débito ou de crédito.

Recentemente, começaram a surgir algumas instituições financeiras e Fintechs que oferecem serviços totalmente digitais, o que leva a custos de transação menores.

A Revolut é uma alternativa para efetuar pagamentos de compras online e/ou em países estrangeiros, sem preocupações relativas a custos associados a taxas de câmbio. Além de poderem levantar, sem custo, até 200 euros por mês nas caixas automáticas (ATM), o cartão permite a conversão do seu saldo para uma das 25 moedas suportadas na aplicação, à taxa de câmbio real, e bloquear o cartão no imediato, em caso de perda.

Também a Curve é uma solução pois permite agregar todos os cartões, sejam de débito ou de crédito, num único cartão. Quando queremos utilizar um desses cartões para efetuar um pagamento, basta aceder à app e selecionar qual deles é que pretendemos. Uma das funcionalidades mais recentes da Curve é a possibilidade de enviar dinheiro sem pagar taxas, caso a pessoa para a qual enviar dinheiro deter também um cartão Curve.

Assim sendo, antes de viajar informe-se sobre o melhor método de pagamento no país que vai visitar e previna-se de eventuais situações de fraude ou roubo.

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2022-12-13T12:18:53+00:00